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O inglês também está lá fora

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Basta as crianças saírem da sala de aula em direção ao pátio da escola para observar as suas reações se transformarem instantaneamente. Lá fora dá para ver o céu, as plantas de nosso jardim, escutar os pássaros e até os aviões passando entre as nuvens. Tem coisa acontecendo e as expressões das crianças acompanham esse movimento. Atento a esses detalhes, o educador Thiago Magalhães observa: “só de estarem no pátio, as crianças ficam mais soltas”.

Ele explica que, dentro do contexto educacional, a atitude de levá-las para uma aula no pátio da escola “tem objetivos e contextos específicos dependendo do grupo”. O educador conta que já fez atividade fora de sala para estabelecer combinados, que nada mais são que regras acordadas com a turma, na formação de um novo grupo ou no início do semestre, para garantir um espaço ideal de aula. Nesse contexto, ele utilizou brincadeiras de estátua e corre cotia para promover a percepção do corpo e trabalhar o respeito ao espaço do outro. “Essas atividades são ótimas para essas situações, pois, às vezes, os combinados falados não fazem sentido para crianças de 5 anos”.

Em outro grupo, Thiago utilizou dessa ideia para abordar questões diferentes com os alunos. Como algumas crianças chegam para aula com muita energia, ao invés de tentar controlar, ele utiliza essa energia toda a favor do aprendizado. “Nesses casos, faço atividade física aliada à aquisição da línguagem. Já fiz atividade de queimada em que a criança precisava responder a questão de um quiz em inglês para ganhar um ponto”.

Mas além dessas atividades no pátio ajudarem nos contextos pedagógicos, há benefícios para o comportamento da próprias crianças. “Essa quebra na rotina, gera uma dinâmica diferente entre as crianças que acaba gerando até menos conflito entre elas”, conclui Thiago.

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