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Deals e nomes de grupo: integração e pertencimento

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A cada início de semestre, alunos e educadores dedicam um tempo para criar combinados e nomes de grupo, instrumentos metodológicos importantes para a construção de um espaço de aula seguro, produtivo e divertido para todos. Eles geram condições para que o aluno se sinta confortável para explorar a língua inglesa e se desenvolver nela.

“O que temos em comum?” A preferência por um determinado alimento, a paixão por um tipo de jogo, ou até mesmo a não identificação com algo específico pode motivar a escolha do nome de um grupo. “The Submarine Girls”, “Jumping Monkeys”, “The Survivors”, “Sweet Cookies and Ice Cream”, “3 Little Monkeys” e “Space Invaders” são alguns deles.


“Os educadores planejam atividades para que os alunos possam falar sobre si, sobre seus gostos, encontrar interesses em comum e se conhecer melhor. A partir dessas dinâmicas e da vivência em aula, o educador atua como mediador das individualidades ali presentes, buscando encontrar – e devolver para os alunos – algo que una o grupo, que represente sua identidade enquanto coletivo”, explica a coordenadora Lila Bueno.

Todos os grupos têm nomes, mesmo aqueles em construção. Um exemplo é o grupo “The Passion Spinach Fruit”, composto por uma aluna. Ela adora maracujá (passion fruit), mas o educador não gosta. Ele, por sua vez, adora espinafre (spinach), já a aluna não gosta. “Por meio dessas diferenças educador e aluna começam a construir o vínculo pedagógico-afetivo, celebrado no nome escolhido, ficando mais à vontade um com o outro e facilitando a situação de ensino-aprendizagem”, comenta Lila.


A importância de proporcionar a cada aluno o sentimento de integração e pertencimento ao grupo é ressaltada pela coordenadora: “Não há aprendizado ou aquisição da língua se o aluno está ansioso ou sente que não há espaço para o erro. Acreditamos que, uma vez que o aluno se sinta integrado ao grupo, ele se sentirá seguro para explorar a língua inglesa e se desenvolver com tranquilidade.”

Outro instrumento que contribui para o acolhimento de questões individuais e para o respeito às diferenças e dificuldades são os deals. A partir de perguntas como “o que precisamos combinar para que nossas aulas possam ser divertidas além de produtivas?”, alunos e educadores criam acordos para garantir uma dinâmica saudável ao longo do semestre.

Ao observar uma dificuldade em escutar os colegas e respeitar os turnos de fala, o educador Thiago Magalhães propôs ao grupo algumas ações. “No momento de construirmos os combinados, percebi a importância de incluir “be respectful with each other”, devido a forma de interação entre alguns alunos”. Para reforçar o combinado e construir confiança entre o grupo, o educador sugeriu atividades de teatro e exercícios de sensibilização sobre a possibilidade de ser honesto sem ser desrespeitoso.

Os tipos de combinados são variados: vão desde “try to speak in english” até “put away all the toys we used”. “O mais importante”, explica Lila, “é que eles tenham sentido para os alunos e que se relacionem com a realidade da sala de aula. Não precisamos fazer um combinado de “don’t hit or hurt each other” se os alunos em questão não apresentam este tipo de comportamento.”

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